É nesse sentido que venho hoje aqui exprimir a minha posição, sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, reconhecidas de forma legal.
Parece-me que a palavra "Casamento", é de origem religiosa e segundo os entendidos na matéria, sub-entende a procriação, logo a sobrevivencia da raça humana, e o que importa a semãntica?
Acontece porem, que desde sempre existem homens e mulheres cuja natureza sexual, ou a forma de se exprimirem e afirmarem sexualmente não coincide com o sexo com que nasceram.
Até aqui é "la palisse"...
Há no entanto quem defenda a natureza humana, como definidora dos "hábitos, Leis e Costumes", e há quem defenda que as leis devem ter em conta algumas opções contra natura. Daqui como sabemos partem uma miriade de argumentos uns mais simples outros mais complicados, que ora defendem ora atacam a possibilidade do estado, reconhecer nas uniões de pessoas do mesmo sexo, a mesma validade atribuida ao casamento, para efeitos puramente legais.
Pela experiencia que tenho de vida os casos mais graves que conheci e que evidenciam uma profunda injustiça e desigualdade de tratamento do estado face ás pessoas que entendem viver segundo a sua própria natureza, dá-se quando um dos membros do casal falece.
Invariavelmente o outro membro do casal fica não raras vezes patrimonialmente depauperado, porque perante a lei vigente o principal herdeiro do conjugue falecido, não é o conjugue sobrevivo, mas sim os pais, irmaos e/ou sobrinhos.
Só por si, esta situação seria suficiente para que nós portugueses, europeus, que comunhamos de uma das civilizações mais avançadas do Mundo, tivéssemos a humildade de saber olhar em redor e perceber que ainda somos dos poucos paises ( senão o unico ) a discutir se os casais constituidos por pessoas do mesmo sexo - que não partilhando a natureza ou as opções da esmagadora maioria dos comuns mortais - devem ou não ver os seus direitos reconhecidos perante a lei, enquanto casais, que fazem a sua vida em comum, partilham as suas responsabilidades, pagam os seus impostos, ganham e gastam o seu dinheiro e têem a sua familia como todos nós.
A palavra "vergonha" é não raras vezes pronunciada por aqueles que vêem nas uniões homossexuais, uniões "contra natura", porem desde tempos imemoriáveis, sempre existiram pessoas, cuja natureza sexual não coincidia com o sexo com que nasceram.
Já deixámos de os poder mandar para a fogueira, já conseguimos evoluir o suficiente - especialmente nos ultimos 20 anos - para os olhar como pessoas normais. Por quanto tempo mais iremos continuar ostracizá-los(as) desta forma ? Eu sinto vergonha, por ainda não termos resolvido esta questão.
Já deixámos de os poder mandar para a fogueira, já conseguimos evoluir o suficiente - especialmente nos ultimos 20 anos - para os olhar como pessoas normais. Por quanto tempo mais iremos continuar ostracizá-los(as) desta forma ? Eu sinto vergonha, por ainda não termos resolvido esta questão.
Afinal pergunto, não somos todos pessoas, não somos todos filhos de alguem? Não temos todos, irmãos, irmãs, tios, tias, avôs e avós, sobrinhos e sobrinhas? Não são tambem eles e elas os médicos e as médicas que nos curam, os enfermeiros/as que nos tratam, os bombeiros/as que nos acodem, os policias que nos protegem, os Juizes que nos julgam, os advogados que nos defendem, os engenheiros e os arquitectos que projectam ? Que sentido faz perpetuar mais esta descriminição? Nenhum.Eu sou heterosexual e vivo em união de facto. Ainda assim tenho mais direitos que qualquer homossexual neste país. Os deveres contudo são os mesmos.
2009.12.10 - Austria Legaliza "casamento gay"
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u664667.shtml
2009.12.10 - Austria Legaliza "casamento gay"
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u664667.shtml






















Esfumou-se no ar como por magia, deixando apenas os buracos no chão onde estavam as barras de apoio.